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A fotografia, um estudo

Mais do que qualquer língua falada e ou escrita, a fotografia é uma linguagem universal. Se você ver a foto de capa de uma revista, em um golpe de vista já sabe, em parte, do que se trata a matéria e os assuntos tratados na revista independente da língua em que está escrita. A fotografia é um produto pós industrial, uma superfície que carrega uma informação e pretende representar algo, geralmente algo que se encontra presente no espaço e tempo, onde através de ferramentas como a imaginação e a câmera fotográfica, conseguimos abstrair duas das quatro dimensões, e fazer com que se conservem apenas as dimensões do plano, a isso damos o nome de imagem. Desta forma, fotografia é um processo que nos permite criar e recriar imagens do mundo, imprimindo a elas uma intenção muitas vezes inconsciente e que chamamos de visão, a intenção e visão de um fotografo quando usada com espontaneidade esta diretamente relacionada à sua vivencia, experiências e conhecimentos adquiridos ao longo da vida, por esse motivo a fotografia feita por um fotografo difere da mesma fotografia feita por outro. E essa diversidade de visões diferentes, muitas vezes sobre um mesmo tema é o que torna o ato de fotografar tão fascinante e inesgotável, visto que tudo, absolutamente tudo que está presente no mundo é de certa forma fotografavel e em muitas culturas a fotografia esta tão relacionada ao ser humano, que não possuir fotografias da infância, juventude e fase adulta, além de ser quase impossível, pode ser interpretado como uma falta de memória e ou de descaso com a vida. A fotografia é um registro e um documento incontestável de que algo realmente aconteceu, isso é preocupante quando fotos adquirem uma importância maior do que o acontecimento que deu origem a fotografia, há uma inversão de valores e passamos a nos servir de imagens (idolatria). Para o idolatra a fotografia substitui os eventos por cenas, e nesta busca por cenas passa a ser um operário das câmeras, aquele que aperta o gatilho compulsivamente e quer reter o mundo em sua câmera, esquece-se que mais importante que fotos, são os eventos que dão origem a elas. A câmera então passa a ser um jogo, onde cada vez mais vamos dominando os controles, como tudo no mundo é fotografavel, fotografar em um jogo onde o objetivo principal parece ser o de esgotar o jogo e suas possibilidades, a cada foto aumentamos as realizações e diminuímos as possibilidades.

Abertura X Velocidade

julho 9, 2009 1 comentário

Abertura e Velocidade

Quando falamos em velocidade em fotografia digital, pode ser entendida de varias maneiras, velocidade de gravação de um arquivo por exemplo, que depende entre outras coisas da capacidade de processamento e do tipo de cartão de memória, mas a velocidade de qual falo é a velocidade de captura e abertura da lente, dois conceitos fundamentais da fotografia e que são responsáveis pela exposição ( tanto na fotografia química como na fotografia digital), base para o esclarecimento de uma série de dúvidas que muitos encontram no dia-a-dia com suas maquinas digitais.
Ja falamos que a captura de uma imagem estática depende da exposição de uma superfície sensível a luz ( o filme ou sensor) por um determinado tempo. Se entrar luz demais a foto fica super-exposta ( esbranquiçada, estourada, sem detalhes nas altas luzes). Com luz de menos, fica sub-exposta, muito escura. E as formas de controlar quanta luz entra na câmera são justamente os ajustes de abertura e velocidade.

Abertura

Abertura, como o nome indica, é o tamanho do orifício pelo qual a luz entra na câmera. Sabe aquela imagem tipicamente associada a fotografia, com uma serie de laminas que lembram uma hélice com um buraco no meio? Aquilo e um diafragma, que pode produzir um orifício maior ou menor, de acordo com a abertura selecionada. Este ajuste também é chamado de F-stop, como veremos em seguida.
Normalmente o valor de abertura é expresso na forma de f/X (dai o f-stop) ou 1:x. Quanto maior o denominador (X), menor a abertura ( essa talvez seja a maior dificuldade no entendimento da abertura, por ser inversamente proporcional). Uma abertura f 2.8 (1:2,8) é menor do que uma abertura f 2.4 ( 1:2.4) e ou seja deixa entrar uma quantidade menor de luz que a f 2.4. Quanto menor o numero, maior e a abertura e mais clara é a lente pois deixa passar uma quantidade maior de luz, lentes mais claras empregam características de elementos construtivos maiores e por este motivo são mais raras e mais caras.
Nas lentes das câmeras, inclusive na maioria das digitais compactas, vem marcado uma letra f seguida de um numero, este numero representa a maior abertura desta lente, e sua capacidade de deixar passar um quantidade maior ou menor de luz.
Existe uma tabela internacional de valores padrão de aberturas, consideras inteiros e ou “stops”, os valores f/1 f/1.4 f/2 f/2.8 f/4 f/5.6 f/8 f/11 f/16 f/22 f/32, bem como os intermediários “half-stops”, os números f/1.2 f/1.7 f/2.3 f/3.4 f/4.7 f/6.7 f/9.5 f/13 f/19 f/27 e f/38 ( esses valores são mais raros nas câmeras atuais). De um stop “inteiro” para outro a quantidade de luz que entra na câmera por um determinado tempo de exposição é reduzido pela metade.

Velocidade

Esse tal “determinado tempo de exposição” nada mais é do que a velocidade (chamada em inglês de “exposure”), medida em fracões de segundos (ou segundos inteiros em exposições longas). Por serem fracões também seguem a regra do “mais é menos”. Uma velocidade de “1000”, que na verdade representa 1/1000 s, significa uma exposição menor do que 500 ( 1/500 s ). Quanto maior é a velocidade, mais curta é a exposição, mais rápido o obturador se fecha e a luz é capturada de forma mais rápida.
A sequência típica de uma câmera, inclui valores como 1/2s ( meio segundo), 1/4s (um quarto de segundo) 1/8 ( um oitavo de segundo ), 1/15 1/30 1/60 1/125 1/250 e os já citados 1/500 e 1/1000 ( um milésimo de segundo ), embora hoje existam câmeras mais sofisticadas que podem nos presentear com até 1/16000. Em exposições de um segundo ou mais, a velocidade passa a ser representada em segundos inteiros (1, 2, 4, 8, e mais comum até 30s) logo quanto maior o número, mais longa é a exposição. Como os valores praticamente dobram a cada ajuste, A mudança de um nível de velocidade, reduz a metade e ou duplica a quantidade de luz que entra na câmera.

O que é exposição e ISO em fotografia

Exposição

A exposição do material fotosensivel, seja ele químico ou eletronico se da por duas medidas quantitativas e uma de sensibilidade. Para se ter uma foto boa tecnicamente, o filme ou sensor tem que receber uma certa quantidade de luz em um determinado tempo, essa quantidade varia de acordo com a luminosidade do ambiente e principalmente a sensibilidade do material.
ISO
A sensibilidade do material de captura da fotografia é dada pelo ISO (Internacional Standards Organization) nos equipamentos de captura quimicos, cada filme tem a sua especificação de ISO que se refere ao tamanho dos grãos deste filme e sua capacidade de sensibilizar com menos ou mais luz. Quando maior o ISO, mais sensível é o filme e ou seja, precisa de menos luz para ficar sensibilizado e ou gravar uma cena. No sistema digital o ISO é simulado por software, a grande vantagem é que podemos alterar a qualquer momento.

Siglas Utilizadas em Fotografia Digital

CCD – Charge Coupled Device
Dispositivo de carga acoplada
(ou agrupada)

SPD – Silicon Photo Diode
Diodo de luz de silício
(células que compõem um CCD)

PIXEL – Picture Element
Elemento de Imagem
(menor parte de uma imagem)

MEGAPIXEL
Conjunto de 1 Milhão de Pixels
Chip – pastilha e ou placa
Dispositivo eletrônico, geralmente feito de semi-condutores

CFA – Colour Filter Array
Filtro de seleção de cor

WB – WHITE BALANCE
Balanço de Branco
CMYK – padrão de cor dos sistemas de impressão (indústria gráfica)
Cyan, Magenta, Yellow, Key
Ciano, Magenta, Amarelo e Preto

RGB – Cores utilizadas nos monitores e programas de imagem – Red, Green e Blue
Vermelho, Verde e Azul

DPI – Dots Per Inch
Quantidade de pontos por polegada quadrada
PPI – Pixels per Inch – Pixels por polegada

LPI – Lines Per Inch – Linhas por polegada

RES – Resolução
Número de pixels usados para capturar ou exibir uma imagem

ISO – International Standards Organization
Organização Internacional de Padrões
(ASA – American Standard Association )
Ambos se referem a mesma coisa, ISO é o correto a partir de 1996.

BIT– Binary Digit
Dígito binário e ou numero de base 2

BYTE – conjunto de 8 bits

MegaByte (MB) – 1 milhão de bytes

GigaByte (GB) – 1 bilhão de bytes

JPEG – Joint Photographic Experts Group – Sistema de compressão de imagem com pouca perda de qualidade.

TIFF – Tagged Image File Format
Formato padrão universal de arquivo de imagem

LCD – Liquid Crystal Display -
Tela de cristal líquido.

Diferença entre CCD e CMOS

As câmeras digitais foram se tornando mais populares à medida que os preços caíram. Um dos motivos por trás dessa queda de preços foi a introdução dos sensores de imagem CMOS, que são muito mais baratos de se fabricar que os sensores CCD.
Os sensores de imagem CCD (dispositivo de carga acoplada) e CMOS (semicondutor de óxido metálico complementar) partem do mesmo ponto: precisam converter luz em elétrons. Uma maneira simplificada de pensar sobre o sensor usado em uma câmera digital (ou filmadora) é considerá-lo como tendo uma matriz 2D de milhares ou milhões de pequenas células solares, cada uma das quais transforma a luz de uma pequena parte da imagem em elétrons. Tanto os dispositivos CCD como CMOS realizam esta tarefa usando diversas tecnologias.
A próxima etapa consiste em ler o valor (carga acumulada) de cada célula na imagem. Em um dispositivo CCD, a carga é, na verdade, transportada ao longo do chip e lida em um canto da matriz. Um conversor analógico para digital transforma cada valor de pixel em um valor digital. Na maioria dos dispositivos CMOS, há vários transistores em cada pixel que amplificam e movem a carga usando fios mais tradicionais. A abordagem CMOS é mais flexível porque cada pixel pode ser lido individualmente.
Os CCDs usam um processo especial de manufatura para criar a capacidade de transportar a carga ao longo do chip sem distorção. Este processo leva a sensores de qualidade muito elevada, em termos de fidelidade e sensibilidade à luz. Os chips CMOS, por outro lado, usam processos de manufatura tradicionais para criar o chip – os mesmos processos usados para fazer a maioria dos microprocessadores. Devido ao modo de fabricação, há diferenças notáveis entre os sensores CCD e CMOS:
• os sensores CCD criam imagens de alta qualidade e baixo “ruído”. Os sensores CMOS são tradicionalmente mais suscetíveis ao ruído;
• como há vários transistores próximos de cada pixel, a sensibilidade à luz de um chip CMOS tende a ser menor. Muitos dos fótons que atingem o chip colidem com os transistores em vez de atingir o fotodiodo;
• a tecnologia CMOS tradicionalmente consome menos energia. Implementar um sensor em CMOS possibilita um sensor de baixa energia;
• os CCDs usam um processo que consome muita energia. Eles consomem cerca de 100 vezes mais energia do que um sensor CMOS equivalente;
• os chips CMOS podem ser fabricados em quase qualquer linha de produção de chips de silício padrão, de modo que tendem a ser bem mais baratos que os sensores CCD;
• os sensores CCD têm sido produzidos em massa há mais tempo, portanto estão mais desenvolvidos. Eles tendem a possuir maior qualidade e mais pixels.
Com base nestas diferenças, você pode ver que os CCDs tendem a ser usados em câmeras voltadas para imagens de alta qualidade, com muitos pixels, e excelente sensibilidade à luz. Os sensores CMOS tradicionalmente possuem menor qualidade, resolução inferior e menor sensibilidade. Somente agora eles estão melhorando a ponto de competir com os dispositivos CCD em algumas aplicações. As câmeras CMOS geralmente são mais baratas e possuem maior duração da bateria.

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